Chega de rebelião e culpa!

Ponto comum:

Somos rebeldes por natureza. Basta observar, por exemplo, um bebê se remexendo e chutando a barriga de sua mãe para ter mais espaço ou uma criança birrenta que desobedece seus pais para obter aquilo que acredita que irá lhe satisfazer. 

Estamos propensos, semelhantemente, a agir de forma contrária a vontade de Deus. Desde a origem de todas as coisas na criação do mundo já tínhamos uma "quedinha" por autossuficiência e independência até cairmos no mandamento que Deus tinha nos dado (Gn 2:16) de não comer do fruto da árvore do conhecimento. 

Adão comeu e violou essa ordem, passando do estado de comunhão perfeita com o Pai para uma vida de vulnerabilidade, sofrimento e caos que perdura até hoje. De forma evoluída e muitas vezes mascarada continuamos a nos rebelar ao negligenciar verdades sobre Ele, ao trocar informações que deveriam nos trazer esperança por chavões baratos que inflam nosso ego e ao jogar no lixo o propósito das nossas vidas. E no final nem percebemos...

Talvez, já esteja mais do que na hora de dizer basta a toda rebelião e culpa para voltarmos a viver. Você não acha? 


Não seja inocente! 

Gênesis 3 mostra o processo de queda do primeiro homem e da mulher que atingiu toda a humanidade. Algo grave aconteceu: a serpente que representa uma criatura em conflito com seu criador, investe em mentiras a respeito do que Deus tinha falado e sua penalidade (Gn 3:4), fazendo-os acreditar que a desobediência não levaria a morte, mas ao alcance da semelhança e forma do criador. 

O mais irônico é que o homem foi formado para ser como Deus era e é, pois foi feitos para refletir a imagem dEle (Gn 1:26-27). Ele sabia disso, mas deu ouvidos a uma voz que não representava a verdade.

A primeira aplicação que podemos extrair compreende:

A rebelião contra Deus se manifesta quando abandonamos a verdade e escolhemos acreditar em mentiras.  

Em outras palavras, considerando todo o contexto da criação mencionada em Gênesis 1, o homem ao invés de confiar em Deus e na sua boa obra, creu nas insinuações da serpente e agiu de maneira rebelde ao comer do fruto. Aqui vemos soar pura ingratidão e inconformismo, pois antes disso vemos a bondade de Deus ao preparar todas as coisas boas para manutenção da vida na terra e deu utilidade/função ao próprio homem. 

A partir disso, vemos o medo e a culpa dominar nossos ancestrais, demonstrando a vulnerabilidade humana, como consequência imediata desobediência.  Como se não bastasse a culpa, tentaram  elimina-lá com seus próprios recursos ao costurar folhas de figueira para se cobrir, quando os olhos deles se abriram e perceberam que estavam nus (Gn 3:7). O que foi um equívoco, não foi possível nada do que pudessem fazer mudaria a nova realidade de quebra do padrão que Deus tinha os dado. 

Não tem como fugir das consequências do pecado, mas multiplica-las!

Além de ressaltar a própria vulnerabilidade humana, vemos um efeito cascata das principais consequências do pecado, mas também encontramos graça em cada detalhe. 
  1. Medo e culpa que gera desconfiança e rompe relacionamentos entre o homem com ele mesmo e com Deus, como demonstrado anteriormente. 
  2. Quebra da intimidade com Deus, embora o pecado não muda nunca a natureza de Deus (Gn 3:8)
  3. Desobediência gera julgamento justo sobre a humanidade no presente e no futuro (Gn 3:14-17)
Embora liste apenas esses principais aspectos, um abismo sempre chama outro. Cabe ressaltar que:

Somos escravos das consequências de nossas escolhas. Sejam boas ou más, nenhuma delas mudam quem Deus é ou o que somos.

Isso é assustadoramente incrível, pois um grande equivoco é achar que nossos erros ou acertos podem servir como um tipo de barganha para Deus. Isto também não significa que devemos viver de qualquer forma, antes demonstra a graça de Deus:

A graça de Deus não anula as consequências da nossa desobediência, mas ressalta o quanto precisamos dEle para vivermos.

O caminho de volta para a Vida! 

Deus foi tão gracioso que alem de punir a rebeldia com justiça providenciou um resgate em amor. Ele continua nos resgatando todos os dias de nós mesmos. Porque foi feita a promessa de que um vencedor viria para aniquilar todas a culpa e condenação que era merecida (Gn 3:18). Assim, sabemos que:

Vitória não indica vitória se não satisfaz a Deus.

Além disso, não é coerente nos rebelarmos contra aquele que muito nos amou e prova isso todos os dias. Beira quase a loucura, deixarmos de ouvir sua doce voz para aceitar qualquer mentira. Lembre-se:

Confiar em Deus é melhor do que desobedecer. 

Não pelo fato de que estaremos impunes a culpa ou consequências da desobediência, mas porque se o fazemos fazemos por amor e como forma de retribuir tamanha graça que nos é dada segundo após segundo e nos permite viver, tão certo como o ar que entra nos nossos pulmões e nos mantem de pé.
Amém?

Até a próxima,
Deus te abençoe!
Abração :)

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